Eu sei que sou exigente...
e em vez de aligeirar essa «carga»...
a minha tendência... ao longo dos anos tem sido para exigir mais...
de mim e dos outros... sobretudo no campo profissional...
No capítulo pessoal, apesar de tudo, o nível de exigência não é exactamente o mesmo...
Cruzo-me com muita futilidade...
Quantos têm capacidade para se abstrair do seu normal dia-a-dia, muitas das vezes enfadonho...?

Algumas pessoas que fui conhecendo ao longo dos últimos tempos, leia-se ano e meio, vivem completamente viradas para dentro...
só se vêem a si próprias...
só vêem o seu trabalho...
e a vida triste que levam, sem se darem conta disso...
E o mais estranho é que invejam outros que optaram pelo salto para um vazio de incertezas...
há quem lhe chame liberdade, mas o meu conceito de ser livre é bem diferente...
No campo afectivo então, tudo é pastilha elástica...
o sabor desaparece rapidamente e a vontade de deitar fora, é mais que muita...
Até porque assim provam-se diversos sabores... Será que não se podem encontrar esses ditos numa única relação?
A ligeireza da decisão é na maioria dos casos, a imperatriz...

Eu sei, eu sei...
há honrosas excepções... felizmente...
Infelizmente, não são muitas... demasiado poucas, para meu gosto...
e confirmam a regra do momento:
Futile rules, a par da mentira que apetece...

Apetece, mesmo? Parece...
Por exigência, não se pode pedir a ninguém que se torne seu refém...
A liberdade é valor que prezo cada vez mais, para mim e para os outros...
Mas, o sentimento por alguém é, hoje, algo demasiado passageiro...
Vejo o que não gosto, daqueles que não espero...

Mas porque devo esperar alguma coisa dos outros?
Afinal, eu
não sou deste mundo...
P.S. Este post foi escrito em Abril, no mesmo dia do
primeiro desta sequência... Ficou guardado no baú, até achar que era o momento certo...
Hoje é o dia...
Estamos a chegar ao Natal, mas há coisas que me fazem esquecê-lo, por momentos...